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  • Rodrigo Viudes

ÉRAMOS DEZ

Atualizado: Set 21

Casting de ‘prefeitáveis’ ganha novos atores políticos com trama entre gêneros inédita na disputa eleitoral em Marília. Confira sinopse de cada um dos dez personagens. Elenco completo de candidatos só pode estrear campanhas após claquete da Justiça Eleitoral

Novela inédita: pela primeira vez, Marília tem dez prefeitáveis - com direito à participação especial de duas mulheres

Fechadas há meses pelo protagonismo de uma pandemia mundial, as salas de teatro e de cinema de Marília ainda não têm previsão de reabrirem suas portas. Até que os filmes e espetáculos voltem a entrar em cartaz, no entanto, pelo menos uma dezena de atores políticos já está na contagem regressiva para exibirem suas campanhas ao público. A estréia já tem data: 28 de setembro.

Mas o "casting de prefeitáveis" ainda pode sofrer alterações. Não estão descartados acréscimos, substituições ou troca de papéis, a considerar a cena prevista pelos partidos e o roteiro jurídico da Justiça Eleitoral, que poderá interferir no elenco final para as eleições de 15 de novembro em Marília.

IN FOCO

A rigor, todos os atores estão com seus registros sob a direção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes que entrem em cena. As luzes estão voltadas, em particular, para a candidatura de Abelardo Camarinha (Podemos), um veterano da cena política em Marília.

Apresentado como estrela da maior coligação eleitoral de 2020, formada por dez partidos, Camarinha vive um suspense quanto à sua candidatura. Ele aguarda a decisão do TSE em relação a uma condenação por abuso de poder econômico e uso de meios de comunicação de 2016. Caso seja barrado, poderá ceder seu protagonismo a uma novata em eleições: a própria esposa, Fabiana Camarinha (Podemos).
Reserva de elenco: Fabiana Camarinha (Podemos) pode ser a 5ª atriz da cena eleitoral em Marília neste ano

ELAS X ELES

Se subir mesmo ao palco eleitoral, Fabiana juntaria-se a outras quatro atrizes para uma cena politica histórica em Marília. Pela primeira vez, as mulheres disputam o cargo de prefeita. Duas já estão confirmadas: a enfermeira Nayara Mazini (PSOL) e a professora Lilian Miranda, que faz dobradinha com também educadora Luciana Nucci, no PCO. A empresária Regiane Mellos concorre a vice pelo PSL.

Os homens, no entato, seguem como maioria no ‘set’ eleitoral. Além de Camarinha, os demais candidatos a prefeito são Adão Brito (PDT), Eliton Sanches (PV), Juliano da Campestre (PRTB), Juvenal Aguiar (PT), Marcos Barbosa (PSL), Tato Ambrosio (MDB), além do prefeito Daniel Alonso (PSDB), que busca sua reeleição.

CASTING

Confira abaixo o papel de cada um(a) dos(as) prefeitáveis nestas eleições:

ABELARDO CAMARINHA (PODEMOS)

Paulo Alves (Progressistas)

Principal ator/diretor da cena política de Marília, Abelardo Camarinha busca o papel principal da administração municipal após dezesseis anos. Experiência, aliás, que ele já teve por três vezes: duas entre 1997 a 2004 e outra, de 1983 a 1988. Desta vez, ele aposta na parceria de um coadjuvante do comércio, o empresário Paulo Alves.

ADÃO BRITO (PDT)

Hélio Mariano (PDT)

Recém-empossado presidente do diretório municipal do PDT, Adão Brito sobe ao palco das candidaturas a prefeito para, pelo menos, recuperar a visibilidade do partido depois de um ato incompleto com Mario Bulgareli, que renunciou ao cargo em 2012. O vice Hélio Mariano repete o papel que já havia desempenhado com Juliano da Campestre, em 2016.

DANIEL ALONSO (PSDB)

Cícero da Silva (PL)

Em cartaz na administração pública mariliense desde 2017, o empresário Daniel Alonso tenta mais uma temporada de quatro anos como principal personagem política da cidade. Ao eleitor caberá comparar os cenários de antes, agora e depois para confiar-lhe o mesmo papel. Desta vez, Daniel escolheu o vice que quis: um protagonista da periferia da zona norte.

ELITON SANCHES (PV)

Laerte Bedendo (PV)

Protagonista na idealização da campanha, mas coadjuvante na administração de Daniel Alonso, o Partido Verde terá companhia própria nestas eleições. A escolha, desta vez, foi por dois atores em início de carreira: o capitão Eliton Sanches, comandante da Polícia Ambiental em Marília e o comunicador Laerte Bedendo.


JULIANO DA CAMPESTRE (PRTB)

Mário Coraíni Junior (PTB)

Terceiro colocado nas eleições municipais de 2016, Juliano da Campestre quer emplacar, de novo, a peça ‘Terceira Via’. A história fala de um comunicador que deseja ser opção numa eleição sujeita a polarização. O final? Só depois das urnas abertas. A chapa tem participação especial de Mário Coraíni Junior (PTB).

JUVENAL AGUIAR (PT)

Pedro Donizete Alves Junior (PT)

Depois de cinco tentativas frustradas na busca de um papel como vereador, o professor Juvenal Aguiar resolveu apostar em algo maior: ser prefeito de Marília. A história bem que renderia, ao menos, um estudo de caso para o partido, que busca voltar à cadeira que ocupou entre março e dezembro de 2012 com Ticiano Toffoli.

LILIAN MIRANDA (PCO)

Luciana Nucci (PCO)

Protagonistas de uma eleição histórica em Marilia pela candidatura de mulheres ao cargo de prefeita – e com direito a dobradinha – as professoras Lilian Miranda e Luciana Nucci sobem ao palco eleitoral com um propósito bem claro: encenar o programa partidário do Partido da Causa Operária (PCO). Nada muito além disso.

MARCOS BARBOSA (PSL)

Regiane Mellos (PSL)

Apenas dois anos depois da passagem pelo principal ator pelo PSL – a saber, o presidente da República, Jair Bolsonaro – o administrador Marcos Barbosa e a empresária Regiane Mellos tentam atrair o mesmo público para suas propostas mais alinhadas com as expectativas da direita católica e conservadora.

NAYARA MAZINI (PSOL)

André Lisque (PSOL)

Nayara Mazini já havia ganhado a cena antes mesmo de pisar no palco político como ativista no uso terapêutico da cannabis medicinal. A candidatura visa, pelo menos, oferecer maior visibilidade à sua causa. O vice, o advogado André Lisque, por sua vez, traz o debate sobre a comunidade LGBTQI+ ao discurso eleitoral.

TATO AMBRÓSIO (MDB)

Renê Fadel (MDB)

Um dos principais antagonistas da atual administração – por decisão própria – o atual vice-prefeito Tato Ambrósio está em um dilema: escolher entre o papel de herói ou vilão. Seja qual for, terá que enfrentar as mesmas urnas que o elegeu em 2016. Fiel coadjuvante, Renê Fadel apenas entra em cena, e nada mais.

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