VINÍCIUS PRIMEIRO

Atualizado: 28 de jul.

Lançamento de pré-candidatura de Vinícius Camarinha por reeleição ao 5º mandato na Alesp reúne ‘staff de mandato’ regional – menos Abelardo. Líder do governo paulista, deputado fala em aliança federal, seja qual for o presidente eleito. Novo diretório municipal do PSB acomoda ex-tucanos. Assista discurso de Vinícius na íntegra

À frente desde o início: Vinícius Camarinha foi primeiro político de Marília a oficializar pré-candidatura

Aberta na última quarta-feira (20), a ‘temporada de convenções’ pré-eleitorais teve sua ‘largada’ neste sábado (23) em Marília com o lançamento da pré-candidatura do único parlamentar da cidade eleito em 2018.

Em seu quarto mandato na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e atual líder do governo de Rodrigo Garcia (PSDB), de quem é recém correligionário, Vinícius Camarinha oficializou o início de sua campanha antes que qualquer outro pré-candidato da cidade.

Apesar das dezenas de prefeitos e vereadores que compõem seu ‘staff de mandato’ na região de Marília e lotaram o principal centro de convenções do Alves Hotel, com capacidade para 900 pessoas, o neotucano Vinícius não recebeu a todos em seu ninho.

Pai ausente: Abelardo Camarinha não compareceu, nem enviou mensagem a convenção do filho deputado - Crédito: Alesp

A começar pelo pai, o ex-prefeito de Marília e deputado (federal e estadual), Abelardo Camarinha, ausente no evento e até nas mensagens de apoio enviadas por familiares do deputado candidato.

Da nova filiação política, também o seu sucessor na gestão de Marília, o prefeito Daniel Alonso (PSDB), não meteu o bico por lá – justamente agora que sobrevoa a campanha da filha, Dani Alonso (PL), em sua 2ª tentativa consecutiva de cadeira na Alesp.

Entre os vereadores eleitos pela principal coligação de oposição a Alonso, em 2020, compareceram apenas Danilo da Saúde (PSB), acomodado nas poltronas de palco reservadas aos principais convidados, e Elio Ajeka (PP).

Governista de primeira hora, o presidente da Câmara Municipal de Marília, Marcos Rezende (PSD) apareceu na convenção e acomodou-se no meio do público. Neste mesmo salão, ele deve anunciar, nos próximos dias, a candidatura de Walter Ihoshi (PSD) à Câmara dos Deputados.


POLÍTICA DA BOA VIZINHANÇA

Atração política da convenção, Vinícius foi o último a discursar, como de praxe. Ocupou os 39 minutos finais para agradecer parcerias regionais e do governo de estado, exaltar realizações de sua vida pública – sobretudo as da área da Saúde.

A certa altura, ao comentar sobre a corrida presidencial, Vinícius sugeriu um futuro alinhamento do governo paulista ao governo federal, no caso de uma eventual vitória do atual chefe do Executivo do estado.

Rodrigo presente: governador do estado enviou mensagem ao seu líder da Alesp na convenção deste sábado (23)
“Quem quer que seja o presidente, o governador Rodrigo vai estar lado a lado para ajudar a resolver os problemas do povo”, discursou Vinícius. “Sem fanatismo ideológico, de esquerda e de direita. Brigas não levam a nada”.

Neste sábado (23), o PP, que compõe a base de apoio à reeleição do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), confirmou apoio a Rodrigo. Por aqui, no entanto, o nome do Planalto é o do ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Rodrigo e Tarcísio estariam tecnicamente empatados no 2º lugar na intenção de votos segundo pesquisa da Quaest Consultoria divulgada na primeira quinzena do mês, enquanto Fernando Haddad (PT) seguia na liderança.

A depender da definição do governo paulista, caso seja reeleito para um 5º mandato na Alesp, Vinícius pode tanto ser alçado à presidência da casa, no caso da vitória de Rodrigo, ou ter que se reacomodar no baixo clero legislativo do estado.

Questionado pelo blog sobre os diferentes cenários possíveis para sua carreira parlamentar, se reeleito, o deputado candidato disse, por sua assessoria, apenas “ter muita confiança na eleição do governador Rodrigo”.



RETROSPECTO ELEITORAL

Vinícius nunca perdeu uma disputa à Alesp. Ancorado politicamente pelo pai, então prefeito de Marília, venceu a primeira, em 2002, com apenas 22 anos e 58.409 votos – ainda hoje o mais jovem a sentar-se no parlamento estadual.

O deputado seria reeleito pela primeira vez em 2006, com 94.551 votos; pela segunda, em 2010, com 97.028 e pela terceira, em 2018, com 65.441. Em todas, foi o único representante de Marília na Alesp.

O desempenho eleitoral de Vinícius é bem inferior nos resultados das urnas em disputas pelo Executivo de Marília. Ainda que tenha sido eleito prefeito em 2012, com 61.767 votos, perdeu em sua primeira tentativa, em 2008 e na busca pela reeleição, em 2016.

Vinícius ocupou a legenda do PSB em todas as eleições até que, neste ano, na esteira de sua proximidade política com o governador, migrou-se ao PSDB – que, em Marília, vive dias de chegadas e revoadas.



FORAS-DO-NINHO

Ainda sem previsão de candidatura local para as Eleições-2022, o PSB anunciou nesta semana a nova composição de seu diretório municipal em Marília. Entre os novos membros foram acomodados dois ex-tucanos.

A começar pela presidência, agora ocupada por Matheus Panssonato da Silva, que ocupava o mesmo cargo no PSDB até poucos dias atrás. Além dele, o ex-vereador José Luiz Queiroz, deixou o ninho após 19 anos.

“Foi minha primeira mudança de partido desde a minha primeira filiação, em Curitiba (PR)”, citou Queiroz. A transição é semelhante à de outro ex-tucano de vanguarda, o ex-governador Geraldo Alckmin. “Resolvi seguir o caminho dele”, justificou o ex-vereador

DISCURSO DE VINÍCIUS CAMARINHA (PSDB) NA CONVENÇÃO DESTE SÁBADO (23)


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