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FELIZ ANO ELEITORAL

Atualizado: 30 de jan.

Ainda sem segundo turno, Marília elege em 2024 nova chefia do Executivo e plenário ampliado para 17 vereadores. Eleitorado é majoritariamente feminino, casado e com ciclos de ensino completos. Disputa de poderes na cidade está restrita a 5% da população filiada de maioria masculina e idosa. Confira análise das disputas à Prefeitura e Câmara municipais


Decisão na ponta do dedo: Eleições 2024 definirão novo(a) prefeito(a) e plenário de Marília | Foto: TSE

Os atuais mandatos do Executivo e do Legislativo de Marília viveram o último réveillon na madrugada entre domingo (31) e segunda-feira (1). Em 2024, a cidade elegerá nova administração e representatividade parlamentar.

Ao todo, serão 19 cargos em disputa: prefeito, vice e de 17 assentos na Câmara Municipal de Marília – quatro a mais dos atuais 13, cujo projeto de emenda à Lei Orgânica do Município de Marília foi aprovado por maioria de votos na última sessão ordinária de 2021.

Reeleito em 2020, o prefeito Daniel Alonso (sem partido) deixará a Prefeitura de Marília. No Legislativo, os(as) atuais vereadores(as) podem concorrer novamente, seja ao próprio Poder ou ao Executivo.



TURNO ÚNICO

As eleições municipais acontecem nos dias 6 e 27 de outubro. Em Marília, o resultado das urnas ficará restrito à primeira data. O eleitorado local ainda é abaixo dos 200 mil para returno, segundo consta no artigo 29 da Constituição Federal.

Oficialmente, Marília conta com 171.430 eleitores aptos, dos quais 155.914 (90,95%) com biometria - 15.516 (9,05%) ainda não. A quantidade é de novembro de 2023, segundo estatísticas mensais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em janeiro do ano passado, havia 181.108, segundo o TSE. Na atualização entre julho e agosto, a cidade perdeu 10.237. Nas últimas eleições de 2022, 181.389 estavam aptos a votar – 139.167 (76,72%) compareceram e 42.222 (23,28%) não.

O eleitorado mariliense atual é majoritariamente feminino (92.295 | 54%, ante 79.135 homens |46%), na faixa dos 45 a 59 anos (46.101), casado (45%) e com o Ensino Médio Completo (63.480 | 37,03%).


 

FILIADOS

O número de eleitores representa 72,14% dos 237.629 habitantes de Marília, segundo dados atualizados do último Censo-2022. No entanto, a quantidade daqueles que podem assumir os dois Poderes municipais não chega a 6%.

São os filiados a partidos políticos. Em Marília, há 12.644, segundo os últimos dados do TSE, atualizados em 17 de outubro de 2022. Ou seja: um correligionário para cada 18 marilienses, nascidos ou radicados.

Nas eleições de 2018, a quantidade de filiados na cidade chegou a 13.645. Em quatro anos, as desfiliações por diferentes motivos (a pedido, por exclusão, morte, entre outros) houve redução de 7,33%.


Colorido partidário: em azul, os de centro; em preto, de direita; em vermelho, de esquerda, segundo histórico

Partidos com maior número de filiados em Marília, o MDB (1.926) e o PTB (1.246) não têm nenhum membro com mandato. Os últimos foram Antonio Augusto Ambrósio, o Tato (MDB), vice-prefeito e Mário Coraíni Júnior (PTB), vereador, ambos entre 2017 e 2020.

O terceiro é o PP (1.217), que elegeu Rogerinho, o vereador mais votado da atual legislatura, e Elio Ajeka. O PSDB (1.011) reelegeu o prefeito Daniel Alonso (hoje sem partido), o presidente atual do Legislativo, Eduardo Nascimento e ainda Evandro Galete.

Ao todo, Marília tem filiados políticos em 26 dos 28 partidos atualmente registrados no TSE, considerando as fusões e federações. As únicas exceções são o Partido da Renovação Democrática (PRD) e o Unidade Popular (UP).

O filiado mariliense é majoritariamente masculino (55%), tem registro partidário há mais de dez anos (10.012 | 79,18%), é casado (7.150 | 57%), já passou dos 60 anos (6.363 | 50,32%) e tem ensino médio (3.388 | 26,8%) e superior (3.246 | 25,67%) completos.





Quem ainda não está filiado e deseja participar das eleições 2024 deve procurar um partido de sua preferência até 6 de abril, segundo o calendário eleitoral.


EXECUTIVO

Reeleito em 2020, Daniel Alonso será substituído pelo 31º nome que assumirá a chefia do Executivo. Quase a metade (17) dos 40 mandatos foi nomeada pelo governador, entre 27 de março de 1929 e 31 de dezembro de 1947.

A exemplo de Alonso, outros três prefeitos assumiram o cargo por dois mandatos: tenente Hely Fernandes Câmara (1930-1931 [PRP] e 1932[PP]), José Baptista Sobrinho (1938 [UDB] e 1947 [PDC]), ambos por nomeação; Miguel Argolo Ferrão, o primeiro pelo voto (1948-1952 [UDN] e 1956-1959 [UDN]) e Octávio Barreto Prado (1960-1964 [PSP] e 1969-1973 [ARENA]).


Recorte de época: Matéria da edição de Natal de revista do Correio de Marília destaca eleição de Argolo Ferrão

Apenas dois tiveram três mandatos: João Neves de Camargo (1933-1936 [PRP], 1936-1938 [PCP] e 1943-1947 [PSD]) e Abelardo Camarinha (1983-1988 [PMDB], 1997-2000 [PMDB] e 2001-2004 [PMDB]).

Marília nunca elegeu uma prefeita. Nas eleições de 2020, pela primeira vez, não apenas uma mas duas mulheres concorreram à prefeitura da cidade: Nayara Mazini (PSOL) e Regiane Mello (PSL, atual União Brasil).

Sem reeleição, o governo municipal vai tentar eleger um(a) sucessor(a). O vice-prefeito Cícero do Ceasa (PL) e o assessor especial de governo Alysson Alex Souza e Silva (PL), já disputam a indicação do prefeito.


Reta final de mandato: prefeito Daniel Alonso levará às urnas um sucessor de seu governo | Foto: PMM

Na oposição, o deputado estadual e ex-prefeito de Marília, Vinícius Camarinha (PSDB) é o principal nome cotado para uma eventual candidatura. Além dele orbitam a superintendente do Hospital das Clínicas (HC), Paloma Libânio e o presidente da Câmara, Eduardo Nascimento (PSDB).

 

LEGISLATIVO

O eleitor mariliense elegerá quatro vereadores(as) a mais do que o atual plenário nas urnas de outubro. A futura formação com 17 nomes para a 21ª legislatura (2025-2029) será a 4ª com maior representatividade da história de Marília.


Há vagas: plenário que já abrigou 21 vereadores tem espaço de sobra para mais quatro cadeiras em 2025

Será repetido quórum total da 11ª legislatura (1983-1988). Na seguinte (1989-1992), elegeram-se 19. A formação mais recorrente foi de 21 vereadores, em sete legislaturas (1952-1955, 1956-1959, 1960-1963, 1964-1969, 1993-1996, 1997-2000 e 2001-2004). A Câmara chegou a ter 31, entre 1948 e 1951.

A composição com 21 vereadores, aliás, é o atual limite constitucional “nos municípios de mais de 160 mil e até 300 mil habitantes”. A quantidade é definida pelo próprio Legislativo e não interfere no valor de repasse de duodécimos pelo Executivo.

Neste ano, os partidos poderão formar chapas próprias ou por federações, juntando-se a outras siglas. Em Marília, a quantidade baixou de 20 para 18 nomes – agora, é o número de cadeiras em disputa (17), mais uma.


Em votação: STF ainda definirá regra de distribuição de 'sobra' de votos das Eleições-2024 | Foto: CNJ

Pelo menos seis nomes (30%) devem ser de candidatas. As ‘sobras’ de votos podem ficar restritas aos partidos que somarem 80% do coeficiente eleitoral, e apenas à candidatura que tiver, no mínimo, 20% desta votação. Esta regra depende da conclusão de votação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Marília teve 330 candidatos à Câmara Municipal em 2020. Na ocasião, oito vereadores buscavam a reeleição. Apenas três conseguiram: Luiz Eduardo Nardi e Marcos Custódio, ambos do Podemos e Evandro Galete (PSDB).

Nardi e Nascimento são os vereadores com mais legislaturas no atual plenário: quatro cada um. No retrospecto histórico, destacam-se Herval Rosa Seabra, com oito e Sydney Gobetti de Souza, com sete.


Homenagem póstuma: Legislativo tem nome de Gobetti, segundo vereador com mais legislaturas em Marília

Dos 13 atuais legisladores, apenas Nardi já teve mandato no Executivo, como vice-prefeito de Mário Bulgareli, entre 2005 e 2008. Em 2012, Nascimento (PSDB, PTB à época) foi candidato a vice de Daniel Alonso. Perdeu.

Em 2016, Elio Ajeka (então PEN, hoje PP), foi vice na chapa do então prefeito Vinícius Camarinha, derrotado em sua tentativa de reeleição. Em 2004, Marcos Rezende (PSD, então PFL) tentou ser prefeito. Perdeu.

Os(As) vereadores(as) da atual legislatura poderão trocar de partido sem risco de perder o mandato na ‘janela partidária’ entre os dias 6 de março e 6 de abril. A recomposição aponta às futuras chapas ao Legislativo e ao Executivo.

Oito partidos dividem as atuais 13 cadeiras do legislativo mariliense: PSDB (2), PL (2), PP (2), Podemos (2), PSB (2), PSD (1), União Brasil (1) e Republicanos (1).


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